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Aliança TerapĂȘutica

  • Foto do escritor: Marcelo Dalla
    Marcelo Dalla
  • 3 de ago. de 2023
  • 2 min de leitura


O componente central do cuidado centrado no indivĂ­duo Ă© o estabelecimento de uma boa relação entre o profissional da ĂĄrea da saĂșde e o paciente. Um corpo substancial de pesquisa apĂłia a importĂąncia da aliança terapĂȘutica na previsĂŁo do alcance dos resultados. Nessa relação, a confiança, a empatia e o respeito mĂștuo sĂŁo fundamentais, havendo troca de informaçÔes que nortearĂŁo o planejamento, a execução e a avaliação do cuidado. Uma boa relação terapĂȘutica tem demonstrado o seu impacto no campo da fisioterapia, dos resultados clĂ­nicos, percepção da dor, da gravidade da incapacidade ou do humor, Ă  qualidade percebida do serviço prestado pelo fisioterapeuta e no cuidado recebido ou no estabelecimento de um processo de decisĂŁo compartilhada. A tomada de decisĂŁo compartilhada faz parte da prĂĄtica clĂ­nica centrada no paciente de alta qualidade e baseada em evidĂȘncias. Envolve fisioterapeutas e pacientes tomando uma decisĂŁo em conjunto relacionada Ă  saĂșde apĂłs terem discutido diferentes opçÔes, sempre considerando as preferĂȘncias, valores e circunstĂąncias do paciente. Aqui, vale ressaltar, que o profissional avalia as opçÔes terapĂȘuticas a serem oferecidas primeiramente pela sua solidez de validação cientĂ­fica e, em um segundo momento, pela sua expertise clĂ­nica e domĂ­nio destas. Nesse sentido, a comunicação, a relação terapĂȘutica e a empatia sĂŁo necessĂĄrias para compreender a fundo os vĂĄrios cenĂĄrios individuais que envolvem o paciente, permitindo-lhe participar mais plenamente das decisĂ”es relacionadas Ă  sua saĂșde. A empatia pode ser considerada como a intenção, por parte do fisioterapeuta, de se manter dentro do quadro de referĂȘncia do paciente, compreendendo seus sentimentos e demonstrando detalhadamente essa compreensĂŁo. Tem sido sugerido que a empatia envolve dois fenĂŽmenos claramente diferenciados: a empatia cognitiva, ou o processo de adoção da perspectiva do outro; e empatia emocional, que envolveria experimentar emoçÔes como estar atento, preocupado ou ficar angustiado como resultado da experiĂȘncia da visĂŁo de alteridade. Para avaliar a relação terapĂȘutica nos serviços de fisioterapia, o construto mais utilizado Ă© a aliança formada. O conceito de aliança terapĂȘutica remonta a Sigmund Freud. PorĂ©m, ao longo de sua evolução, seu significado mudou tanto na forma quanto na implicação. Edward Bordin a via como o elemento relacional ativo de todos os relacionamentos que se destinam a induzir a mudança, reformulando a aliança terapĂȘutica de forma mais ampla. Sua realização inclui a presença de trĂȘs componentes ou dimensĂ”es: o vĂ­nculo; pacto sobre as metas a serem alcançadas e acordo sobre as tĂ©cnicas de tratamento a serem usadas para atingir esses objetivos. Assim, alcançar acordos de colaboração mĂștua com o paciente Ă© um aspecto central para Bordin no desenvolvimento de uma forte aliança, destacando a participação ativa do paciente no processo.


 
 
 
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